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Acesso a redes sociais com fortes perturbações na Turquia

O acesso a redes sociais e a aplicações de troca de mensagens está hoje a sofrer fortes perturbações na Turquia, país mergulhado em turbulência política com a detenção de dirigentes e deputados pró-curdos.

A plataforma de vigilância TurkeyBlocks referiu, no seu site, ter “detetado restrições no acesso a várias redes sociais, nomeadamente Facebook, Twitter e Youtube, desde as 01:20 de sexta-feira em Istambul (23:20 de quinta-feira em Luanda)”, de acordo com a Agência France Presse (AFP).

Segundo a TurkeyBlocks, que vigia as restrições de acesso à Internet na Turquia, o Twitter, o Facebook e o Youtube deixaram de funcionar, enquanto o acesso ao Whatsapp, Skype e Instagram está limitado. Vários jornalistas da AFP não conseguiram utilizar a aplicação de telemóvel de troca de mensagens instantâneas (Whatsapp).

Questionado pelos jornalistas sobre este assunto, o primeiro-ministro Binali Yildirim não confirmou que as autoridades estejam na origem deste bloqueio, as reconhecem que possam “ter recorrido a este tipo de medidas por razões de segurança”.

“São medidas temporárias. Quando a ameaça tiver desaparecido, tudo voltará à normalidade”, referiu.

A Turquia é frequentemente acusada de restringir o acesso a redes sociais em alturas de tensão, nomeadamente na sequência de atos de violência decorridos naquele país.

A polícia turca deteve na quinta-feira Selahattin Demirtas e Figen Yüksekdag, copresidentes do Partido Democrático dos Povos (HDP, esquerda e pró-curdo), terceira força política no parlamento.

Numa operação simultânea desencadeada em várias províncias, a maioria situadas no sudeste do país, a polícia turca deteve ainda outros deputados — incluindo o ator e guionista Sirri Süreyya Önder, uma figura emblemática da esquerda turca e da causa curda.

No total, 11 deputados do principal partido pró-curdo foram detidos, segundo declarações do Ministério do Interior, citadas pela NTV.

As detenções ocorreram no âmbito de uma investigação sobre terrorismo relacionado com o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) — que o poder turco acusa de ter no HDP o seu “braço político” — relativamente à qual ambos os dirigentes foram intimados judicialmente, de acordo com agência noticiosa pró-governamental Anadolu.

Demirtas e Yüksekdag têm sido alvo de diferentes investigações nos últimos meses mas esta foi a primeira vez que foram detidos.

O parlamento turco aprovou em maio uma controversa reforma constitucional que implica o levantamento da imunidade aos deputados com processos judiciais.

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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