Angola

“A chuva é ouro para mim”

Fazendeiro multiplica exploração de cana-de-açúcar para aumentar produção de álcool etílico.

O que dizer de Víctor Alves, que, aos 78 anos de idade, esbanja juventude?

À frente de duas empresas, nomeadamente a Indústria Alimentar Reunidos (INAR) e a Alves & Irmãos, Lda, tem com esta última um projecto que, além de um sonho pessoal, constitui o ganha- pão de centenas de pessoas em Caimbambo e no Cubal: a produção de álcool etílico à partir de cana-de-açúcar.

Tudo começou há sete anos, quando o empresário angolano decidiu expandir a produção de cana-de-açúcar na fazenda agro-pecuária e industrial Vista Alegre, na comuna do Caiave, em Caimbambo.

Levou para lá as primeiras mudas da antiga açucareira da Catumbela e, com apenas 15 tabalhadores, deu corpo ao sonho. As plantas germinaram e cresceram, porém sem uma fábrica para produzir álcool, a cana, cujo ciclo de maturação no local se revelou mais curto que no resto do país, nomeadamente entre oito meses e um ano contra 18 meses, foi-se perdendo.

A fazenda, com 17 mil hectares e uma área de cultivo de cana de mil,confrontou-se com a necessidade de alimentar (a forragem) o gado, outro dos objectos sociais do projecto, que também tem em vista a pecuária e a produção de citrinos. “A fábrica está pronta”, afirma Vitor Alves.

É a primeira em Angola capaz de produzir 50/60 mil litros por dia e procura melhorar esta marca com adaptações no terreno, bem à moda do proprietário, homem que defende a máxima “nada se perde, tudo se aproveita”.

Com a instalação da fábrica em Caimbambo, houve que dar volume à produção de cana-de-açúcar para alimentá-la.

A variedade antiga, tradicional, revelou-se pouco rentável, pelo que outros testes foram realizados em viveiros. Treze variedades melhoradas estão a ser experimentadas.

 

Fonte: OPAÍS

Staline Satola

Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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