Angola

Confederação sindical angolana pede aumentos salariais de pelo menos 15% em 2017

A União Nacional dos Trabalhadores de Angola – Confederação Sindical (UNTA-CS) admite que 2017 poderá ser animador para os trabalhadores, por indicar uma maior estabilidade dos empregos no setor público, mas pede desde já aumentos salariais acima de 15%.

A posição foi expressa hoje pelo secretário-geral da UNTA-CS, Manuel Viage, em declarações à agência Lusa, comentando o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2017, aprovado já na generalidade pela Assembleia Nacional angolana.

Manuel Viage participou, na segunda-feira, num encontro realizado entre as comissões especializadas da Assembleia Nacional e os parceiros sociais, no âmbito das discussões na especialidade do documento, com vista à sua votação final.

Segundo o sindicalista, o OGE 2017 apresenta indicadores animadores em relação ao passado, nomeadamente na maior estabilidade do funcionamento das empresas, que se refletirá na manutenção dos postos de trabalho.

“Para nós isso é um dado muito bom, por a economia não indicar despedimentos por razões de natureza estrutural, mas sim despedimentos por razões disciplinares”, disse.

“Este é um indicador que nós apreciamos por mostrar que a economia está a ser reanimada, apoiamos, manifestamos o nosso apoio e encorajamento ao Governo no sentido de que para que isso aconteça libertar mesmo os recursos para o investimento público e privado”, indicou Manuel Viage.

Uma preocupação manifestada pela mais antiga confederação sindical do país prendeu-se com a necessidade de um ajustamento dos salários dos funcionários públicos, numa altura em que a inflação a um ano ultrapassou já os 40%.

“Há dois anos que os funcionários públicos não sofrem qualquer tipo de ajustamento e por isso estão corroídos em mais de 50% do seu poder de compra. Que esse ajustamento de faça”, defendeu.

Contudo, chamou a atenção para que nesse ajustamento seja praticado “o princípio da diferenciação positiva”. Ou seja, “aqueles que ganham mais recebem uma percentagem menor de ajustamento e os que estão na base da tabela, sobretudo o pessoal administrativo, tenham uma percentagem maior”.

A UNTA-CS defende um ajustamento acima dos 50%, disse Manuel Viage, mas reconhece que o mesmo “não é realista”, tendo em conta as dificuldades enfrentadas pelas empresas nos últimos dois anos.

 

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Staline Satola

Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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