Estrangeiros implicados na vandalização de infra-estruturas eléctricas

Estrangeiros implicados na vandalização de infra-estruturas eléctricas

1 Novembro, 2016 0 Por Staline Satola

São no total 14 implicados, porém à imprensa foram apresentados apenas 8. Entre eles um congolês democrático, um ivoirense e um guineense. O grupo é apontado como sendo parte do bando que vem vandalizando infraestruturas eléctricas em Luanda.

Do grosso de 14 detidos, três foram restituídos à liberdade pelo Ministério Público. Diz a Polícia que os acusados se encarregavam de vandalizar as infra-estruturas e delas recolher todo o material valioso, preferencialmente cobre e alumínio.

De seguida vendiam o espólio resultante de suas acções em pontos bem localizados, habitualmente em Viana, onde os materiais eram fundidos e depois vendidos a outro grupo de interessados no negócio.

Parte do material resultante de suas acções era encaminhado ao mercado paralelo, onde é vendido nas bancadas de material de construção. Em posse dos detidos foram encontrados 98 tiras de 50 centímetros de cabo eléctrico usado na construção das linhas de alta tensão, 3 rolos de cabos de sete metros e uma balança.

Salta à vista uma tira de mais de metro e meio de cabo trifásico usado para a ligação de cabines de média tensão à rede de alta tensão. Este elemento indicia a probabilidade de os suspeitos estarem implicados nos actos de vandalismo registados em zonas como no Campus Universitário, onde ousaram rebentar o betão protector e aceder aos cabos subterrâneos das infra-estruturas.

Prejuízos estimados em 3 milhões de dólares

Os prejuízos provocados aos dispositivos da Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) são, por enquanto, estimados em mais de três milhões de dólares americanos, segundo o presidente do Conselho da Administração da empresa, Francisco Talino.

A operação de vandalização atingiu dezenas de estruturas. Por enquanto a ENDE contabiliza 10 Postos de Seccionamento (PS), 46 Postos de Transformação de energia (PT) e 46 armários de distribuição.

Para Francisco Talino, o grau de destruição não parece ser de indivíduos ligados aos serviços de energia de Angola, mas reconheceu ter ocorrido no passado algum envolvimento de certos funcionários que se encontram já submetidos a um processo disciplinar.

Referiu que para este grupo organizado, que tem como foco o lucro fácil, os actos de destruição não se resumem apenas na retirada do cobre, mas também de alguns elementos sem incorporação directa com o próprio cobre.

 

Fonte: OPAÍS