Curiosidades

Formigueiro ou choques? Pode sofer de neuropatia diabética

Mais de um milhão de portugueses entre os 20 e os 79 anos sofre de diabetes. A neuropatia diabética é a complicação microvascular mais comum desta doença crónica.

Novembro é o Mês da Diabetes e a farmacêutica Merck aproveita para alertar para o problema da neuropatia diabética.

A neuropatia diabética é a complicação microvascular mais comum da diabetes e caracteriza-se por danos e disfunção dos nervos periféricos. Ossinais e sintomas mais comuns incluem dormência, sensação de queimadura, formigueiro, pontadas, choques, desconforto ou dor ao toque e perda de sensibilidade principalmente em algumas zonas do corpo como as mãos, os braços, os pés e as pernas.

Existem vários fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da neuropatia diabética, considerando-se a presença de valores sanguíneos de açúcar anormalmente elevados (hiperglicemia) o principal fator responsável pelo desenvolvimento desta lesão dos nervos. Para além da hiperglicemia, outros mecanismos como o stress oxidativo e a diminuição da irrigação sanguínea das células nervosas desempenham um papel importante na lesão vascular e nervosa, levando ao aparecimento de neuropatia.

Segundo um estudo, a taxa de regeneração nervosa em doentes diabéticos está também diminuída, mesmo antes do aparecimento dos sintomas, destaca a Merck em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

A neuropatia compromete a qualidade de vida dos doentes, sendo caracterizada por vários sintomas como:

Dormência. O doente não sente os membros ou sente uma dormência/formigueiro.

Dor intensa. Que surge inesperadamente e de um modo agudo, semelhante a um choque elétrico.

Perda de coordenação. Pode verificar-se quando são afetadas fibras nervosas de grandes dimensões e devido ao desenvolvimento de fraqueza e/ou atrofia muscular.

Feridas e bolhas. Os doentes magoam-se sem que se apercebam, podendo desenvolver infeções graves.

Alodinia. Sensibilidade extrema ao toque. Por exemplo, o contacto com o lençol torna-se pesado e doloroso.

De acordo com um estudo publicado em 2012, doentes com diabetes tipo 2 apresentam frequentemente níveis deficitários das três vitaminas neurotróficas B (B1, B6 e B12).

E como se trata a neuropatia diabética? O controlo rigoroso da glicemia (valores de açúcar no sangue) pode prevenir ou atrasar o desenvolvimento das lesões nervosas e melhorar os sintomas, no entanto a recuperação é lenta. A associação de vitaminas do complexo B contribui para os processos de regeneração das fibras nervosas lesadas, o que origina uma melhoria na recuperação funcional do nervo.

Em casos de neuropatia mais graves são também utilizados medicamentos que atuam no sistema nervoso para controlar os sintomas, nomeadamente a dor. Os doentes com diabetes devem ainda praticar exercício físico, controlar a dieta, aumentar o cuidado com os olhos e com os pés, controlar o stress e evitar o consumo de álcool e tabaco, para prevenir problemas associados à doença.

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

Artigos relacionados

Close
Close

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios
Ir para a barra de ferramentas