Angola

Homens e Mulheres com direitos iguais no ""álcool"

Assumindo absoluta concordância com um actual estudo feito a nível mundial, os arquivos médicos do Hospital Geral de Benguela (H.G.B.) revelam que, nesta província, o número de mulheres dependentes do álcool tem vindo a disparar, ao ponto de estarem perto de igualar os homens.

Se há poucas décadas o alcoolismo era encarado como “a doença dos homens”, com o passar dos anos, as novas gerações têm conseguido retirar o grau de veracidade que a alegação sustentou por vários séculos e, em Benguela, através do volume de utentes que sofrem de dependência alcoólica recebidos no hospital geral do município sede, foi possível compreender que as “mulheres bebem álcool quase tanto como os homens”, como afirma um estudo internacional recentemente divulgado.

Maria Manuel, médica internista e responsável pela gastroenterologia no H.G.B., admitindo que uma resposta mais concisa, para avaliar o grau de incidência do álcool nos géneros, carece de um estudo clínico minucioso, enunciou que, de acordo com “aquilo que nós temos estado a verificar na prática, as mulheres têm estado a beber tanto quanto os homens.”

Questionada sobre os principais factores que levam ao alcoolismo no feminino, a médica declarou:

“talvez devido à facilidade com que se conseguem as bebidas, aos preços baixos, disponíveis em todo o lado (…) muitos pacientes até dizem que não compram, os amigos oferecem e não podem recusar a oferta.”

Debruçando-se às faixas etárias das utentes internadas na gastroenterologia com casos relacionados com o consumo excessivo de álcool, a doutora Maria confessou que “infelizmente a juventude bebe muito. (…) Os resultados desse costume verificam-se mais tarde (…), começam a aparecer mulheres nas idades de 30 a 40 anos com sinais manifestos de doença alcoólica, com danos hepáticos francos e em muitas situações, casos irreversíveis em que nada se pode fazer”, a não ser continuar a administrar medicamentos e esperar que o organismo humano desista e pare de funcionar, declarou a terapeuta.

 

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Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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