Angola

O impacto das importações sobre a taxa de inflação

A descida do preço do barril de petróleo a partir do segundo semestre 2014 contribuiu para a contracção das receitas com a exportação petrolífera em 40,3%, para 172 mil milhões KZ.

Na comparação homóloga de Agosto de 2014 a 2015 e em 30,6% para 119 mil milhões KZ na variação de 2015 a 2016, em consequência da redução do preço médio do barril em 57,34% de 102,5 USD/barril em Agosto de 2014 para 43,73 USD/barril no mesmo período de 2016.

Isto contribuiu para que as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) recuassem em 15,6% de 27.517 milhões USD para 23.223 milhões USD, de Agosto de 2014 a Agosto de 2016, contribuindo para a redução da oferta de divisas e, consequentemente, das importações que, segundo o Anuário sobre o Comércio Externo divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Contraíram em 29,41% de 2.818 mil milhões KZ em 2014 para 1.989 mil milhões KZ em 2015, sendo que as taxas de inflação mensal e homóloga registaram aumento de 0,73% e 7,48%, em Dezembro de 2014 para 1,6% e 14,27%, respectivamente, no período homólogo de 2015.

A significativa redução na oferta de moeda estrangeira levou a que a venda mensal nos leilões de divisas reduzisse de cerca de 1.000 milhões USD no início de 2015, para cerca de metade deste montante em 2016.

Em decorrência da menor disponibilidade de divisas aos importadores, registou- se, por um lado, uma redução substancial na importação de bens e, por outro lado, um agravamento na procura por divisas não satisfeita.

Consequentemente, a Balança Comercial angolana registou um superavit de 411,59 mil milhões KZ no 1º trimestre de 2016, um aumento de 48,9% face ao trimestre anterior, sendo que no 4º trimestre de 2015 o mesmo reduziu em 22,8% na comparação com o trimestre anterior, segundo estatísticas sobre o Comércio Externo divulgadas pelo INE.

Em termos homólogos, regista-se uma melhoria de 134,7%, pois no 1º trimestre de 2015 o superavit fixou-se em 175,34 mil milhões KZ. O país mantém assim a sua Balança Comercial positiva apesar da crise no sector petrolífero.

O resultado positivo é fruto da redução das importações em 34,7% e das exportações em 1,3% em relação ao mesmo trimestre de 2015. Em 2013, a importação de alimentos cifrou-se em 450 milhões USD, em 2014 estabeleceu-se em 465 milhões USD e em 2015, a importação de alimentos caiu severamente cerca de 27%, passando para USD 338 milhões.

Este comportamento de queda das importações de alimentos continuou neste ano, tendo se aferido uma média de importação de cerca de USD 186 milhões, nos primeiros meses do ano.

 

Fonte: OPAÍS

Staline Satola

Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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