Angola

Salários vão ser reajustados – função pública nas prioridades do Executivo

O Executivo prevê no Orçamento Geral do Estado para 2017 o reajustamento salarial e a revisão do salário mínimo nacional, garantiu ontem no Parlamento o ministro das Finanças.

Archer Mangueira adiantou que o salário mínimo vai ser visto no âmbito da política retributiva que está a ser aplicada pelo Executivo.
O ministro das Finanças respondeu às questões apresentadas pelos deputados da UNITA Manuel Savihemba e Fernando Heitor.

Manuel Savihemba questionou o ministro das Finanças sobre a revisão do salário mínimo nacional, o reajuste dos salários e a atribuição de subsídios e incentivos de periferia e isolamento.

Já Fernando Heitor questionou sobre os resultados do combate aos funcionários “fantasmas” na Função Pública.
O ministro das Finanças, que falou durante o debate do Orçamento Geral do Estado na especialidade, afirmou que o Executivo reconhece a necessidade de se fazer um ajustamento salarial em função da gestão macro-económica.

“Vai-se definir qual a melhor opção que se ajusta, combinando a questão do salário real com a questão do equilíbrio macroeconómico”, disse Archer Mangueira.

O ministro das Finanças, que não revelou a percentagem do ajustamento salarial, justificou que “é um trabalho que vai ser feito por uma comissão especializada”, com a intervenção de vários sectores.
Archer Mangueira afirmou que o Ministério das Finanças está preocupado com os trabalhadores “fantasmas” na função pública, informando que “foi criada uma comissão que está a trabalhar no assunto” e oportunamente vai apresentar os resultados.

O ministro das Finanças tranquilizou os deputados e garantiu que o sector que dirige vai empenhar-se mais para que o fenómeno “funcionários fantasmas” seja ultrapassado.

O secretário de Estado para Administração Pública, António Paulo, reconheceu a existência de funcionários fantasmas na função pública, mas garantiu que a taxa desses  funcionários “não é muito alta”.

Mais médicos

A secretária de Estado da Saúde, Constantina Furtado, disse que o sector da Saúde prevê a admissão de 800 médicos e 200 enfermeiros licenciados para fazer cobertura a nível nacional e a revitalização da municipalização da saúde.
Com esta admissão, frisou, o Ministério da Saúde quer fazer chegar a oferta dos serviços de saúde mais próximo da comunidade.

O ministro da Educação, Pinda Simão, reconheceu que existe um atraso no pagamento dos professores de alfabetização, mas garantiu que os recursos financeiros avaliados em cerca de 1,2 mil milhões de kwanzas  estão previstos no Orçamento de 2017.

Estes recursos, acrescentou, vão permitir o pagamento das dívidas e o desenvolvimento do programa durante o ano de 2017.

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Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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