Em tempos de Trump, México cria linha telefónica de apoio a imigrantes

Em tempos de Trump, México cria linha telefónica de apoio a imigrantes

22 Novembro, 2016 0 Por Staline Satola

A Secretaria de Relações Exteriores (SRE) do México anunciou na segunda-feira o arranque da linha Retelefónica “Estamos Contigo”, de apoio aos imigrantes mexicanos nos EUA e em resposta aos receios da eleição de Donald Trump para a Casa Branca.

Segundo a agência noticiosa Efe, a linha telefónica de apoio aos imigrantes mexicanos nos EUA, em funcionamento desde as 00:00 locais de segunda-feira, pretende fornecer informação e orientação por parte do Governo federal do México e estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, de acordo com um comunicado da SRE, citado pela agência de notícias espanhola.

O documento acrescenta que a linha tem como objetivo oferecer a quem ela recorra “apoio emocional e informação geral sobre atualidade migratória, assim como reportar incidentes de abuso”.

Os imigrantes podem através desta linha telefónica receber informação sobre a situação atual dos migrantes, a forma de exercerem os seus direitos e a que autoridades podem recorrem em caso de agressão.

Podem ainda informar-se sobre a ajuda que podem receber em caso de desejarem voltar ao México e quais os serviços prestados pelos consulados mexicanos nos EUA.

“Adicionalmente, oferece-se às mulheres apoio emocional e psicológico que lhes permita enfrentar violência doméstica, violações, depressões, discriminação ou racismo”, refere o organismo estatal.

Com esta iniciativa, o Governo mexicano “procura dar resposta a dúvidas e evitar temores infundados” aos imigrantes e suas famílias sobre a sua estadia nos EUA.

O arranque da linha telefónica faz parte de um pacote de 11 medidas anunciadas pela SRE a 16 de novembro para enfrentar os efeitos do próximo mandato do republicado Donald Trump, eleito a 08 de novembro como sucessor de Barack Obama na presidência dos EUA.

O plano de medidas prevê “reforçar o diálogo com as autoridades estatais e locais, no pressuposto de que as medidas locais determinam, em grande medida, a vida diária dos mexicanos” nos Estados Unidos.

Pretende-se ainda “estreitar a relação com organizações de direitos civis”.

Apela-se ainda às comunidades que “evitem todas as situações de conflito” e a não “incorrer em ações que possam culminar em sanções administrativas ou penais”, numa aparente resposta à intenção de Trump de repatriar entre dois a três milhões de imigrantes e às suas mensagens xenófobas.