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Uganda: Balanço de combates no oeste aumenta para os 62 mortos

Os combates entre as forças de segurança do Uganda e guardas de um rei tribal acusados de ligações a militantes separatistas causaram 62 mortos, anunciou hoje a polícia, que antes divulgara um balanço de 55 mortos.

“O número de polícias confirmados mortos é de 16, dois dos quais morreram no hospital”, declarou Andrew Felix Kaweesi, um porta-voz da polícia ugandesa, adiantando: “Os guardas reais (mortos) ascendem a 46”.

Os combates começaram no sábado na cidade de Kasese (oeste) e terminaram quando a polícia tomou de assalto no domingo o palácio do rei Charles Wesley Mumbere, soberano do reino de Rwenzururu.

A polícia diz ter sido atacada por guardas reais, que acusa de integrarem uma milícia ligada a um movimento que defende a criação de uma “república de Yiira” na zona fronteiriça entre o oeste do Uganda e o Kivu do Norte na República Democrática do Congo.

O general ugandês Peter Elwelu disse à televisão NTV que aquela milícia tem realizado desde 2014 ataques esporádicos contra o governo e civis.

Segundo Elwelu, o Presidente ugandês, Yoweri Museveni, telefonou ao rei Mumbere para resolver o assunto e na ausência de uma resposta foi decidido o assalto ao palácio.

O rei, que nega qualquer laço com a milícia separatista, foi transferido para Campala, indicou Kaweesi.

O opositor histórico ugandês Kizza Besigye, por seu turno, partilhou na rede social de mensagens curtas Twitter imagens mostrando o que afirma serem dezenas de corpos empilhados diante do palácio real e denunciou “um massacre”.

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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