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FÓRMULA 1: LEWIS HAMILTON CRITICA POSTURA DA MERCEDES

Piloto diz que houve “falta de respeito” no Grande Prémio de Abu Dabi, Lewis Hamilton não gostou muito da actuação da sua equipa durante a época finda.

Segundo colocado na tabela da Fórmula 1 de 2016, Lewis Hamilton mostrou muita insatisfação com a postura da Mercedes tanto na última corrida do ano, que decidiu o título mundial, em Abu Dabi, quanto ao longo de toda a temporada.

De acordo com o piloto, a equipa o instruiu a aumentar a velocidade, contrapondo a sua própria estratégia de diminuir o ritmo para encurtar a distância entre os primeiros colocados, na esperança de que Nico Rosberg fosse ultrapassado.

“Esse foi um de muitos momentos incómodos que eu tive durante o ano. Em última instância, senti que a equipa teve muita falta de respeito. Não esperava isso daqueles que são responsáveis por tanta gente”, declarou o britânico, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

Apesar das declarações polémicas contra a sua equipa, Hamilton elogiou o companheiro de equipa, com quem teve ríspidas disputas ao longo do ano. Ele destacou que Rosberg está num nível acima e comparou o alemão a lendas como Serena Williams e Tiger Woods.

“Veja outros desportos: quando a gente enfrenta atletas como Tiger Woods e Serena Williams, a gente sabe que tem que dar um passo mais adiante”, finalizou.

MUDANÇAS

Entretanto, a temporada de 2017 anuncia-se como de revolução na Fórmula 1, com profundas alterações em termos de regulamentos, nomeadamente ao nível da aerodinâmica e pneus, o que obriga os engenheiros a desenvolverem monolugares a partir de uma folha em branco.

“Do ponto de vista do carro, as suspensões e os pneus são a maior alteração que vi em praticamente 19 anos de Fórmula 1. São mudanças muito grandes”, apontou o director técnico da Toro Rosso, James Key.

Mas as mudanças não são apenas na aerodinâmica ou de pneus, o chassis também muda. E muito. “E do ponto de vista do chassis é a maior mudança em duas décadas, ainda mais importante do que em 2009 e, provavelmente, mais importante do que 2014”, adverte o britânico.

A mudança é de tal forma que a Toro Rosso há muito que está a trabalhar no monolugar de 2017. “Começámos o projecto em Setembro de 2015 pelo que levamos 14 meses a trabalhar no carro para o próximo ano”, referiu.

“É preciso uma grande investigação para entender os princípios de desenho de um carro com novas regras sem o poder testar em pista. Todo o processo irá ficar concluído em Janeiro”, concluiu James Key.

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