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Novo conselheiro de Trump alimentou teorias da conspiração e anti-islão

O principal conselheiro do presidente eleito dos EUA para questões de segurança nacional e informações, o general reformado Michael T. Flynn, ganhou destaque entre os republicanos por alimentar teorias da conspiração e retórica anti-islão.

Os seus críticos alertam que continuar com estas práticas pode criar sérias distrações, alienar aliados e reforçar inimigos.

“O seu trabalho é garantir que a Casa Branca está focada em todas as ameaças que os EUA enfrentam no estrangeiro”, afirmou Julianne Smith, que pertenceu à equipa de conselheiros de segurança nacional do vice-Presidente, Joe Biden.

Confessou-se “profundamente perturbada” pela tendência de Flynn de promover notícias falsas na sua conta na rede social Twitter.

“Você não quer ter um conselheiro de segurança nacional distraído”, afirmou Smith, que agora dirige o programa de Estratégia e Política no Centro para a Nova Segurança Americana.

Ela é uma das várias personalidades da área da segurança nacional que expressaram hoje preocupações com a prática de Flynn de divulgar informação incorreta nas redes sociais quando se prepara para se mudar para a Casa Branca.

Flynn dirigiu a agência de informações militares (DIA, na sigla em Inglês) até 2014. Apesar de ter saído em conflito com o governo de Barack Obama, a propósito da sua política e gestão da DIA, é considerado uma das principais figuras da comunidade das informações, o que pressupõe a compreensão do poder da desinformação.

Menos de uma semana antes da eleição presidencial, Flynn divulgou via Twitter uma falsidade, segundo a qual as mensagens de correio eletrónico de Hillary Clinton continham provas de lavagem de dinheiro e crimes sexuais com crianças, entre outras atividades ilegais. O futuro conselheiro de segurança nacional considerou estas histórias sem fundamento de “leitura obrigatória”, instruindo os seus seguidores: “U decide”, isto é, “Você decide” a respetiva credibilidade.

Encorajou também os seguidores a lerem um livro de Mike Cernovich, cujo sítio na internet sugeriu que o presidente da campanha eleitoral de Clinton integrava “um culto sexual com ligações ao tráfico de pessoas” e promoveu ainda o supremacista Jared Wyand, cujo sítio na internet é popular entre a extrema-direita.

O principal democrata membro do comité das Informações da Câmara dos Representantes, Adam Schiff, disse hoje que a vontade de Flynn divuogar notícias falsas “alimenta questões profundas sobre a sua adequação para esta importante posição”.

A equipa de Trump não respondeu a questões colocadas pela AP sobre Flynn.

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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