Angola

Problemas psíquicos travam audição de réu do caso do atentado contra o PR

Aparentes problemas psíquicos impediram hoje a audição pelo tribunal de Luanda de um dos 37 arguidos que estão a ser julgados por associação de malfeitores e tentativa de atentado contra o Presidente da República, indicou a defesa.

Depois do adiamento da sessão segunda-feira por falta de electricidade no edifício, o julgamento foi retomado hoje, na 14.ª Secção do Tribunal Provincial de Luanda, no Benfica, sendo esta a segunda sessão. Contudo, foram apenas ouvidos os réus Isaac Arão e Luciano Domingos, sendo que Rafael Tchiama, de 48 anos, não foi ouvido pelo tribunal por apresentar supostos problemas psíquicos.

De acordo com o advogado de defesa, Sebastião Assurreira, desde o dia da detenção, em Janeiro deste ano, que Rafael Tchiema apresenta problemas de saúde.

“Aparenta neste momento ter problemas psíquicos. Segundo informações dos companheiros de cela de Rafael Tchiema, desde o dia da detenção que o mesmo não se encontra bem devido a tortura que sofreu”.

Por esse motivo disse, Sebastião Assurreira, a defesa requereu que o tribunal “ordenasse” que o seu constituinte fosse consultado pela área de psiquiatra.

“O pedido foi aceite pelo juiz da causa, mas orientando que os Serviços Penitenciários se pronunciassem quanto ao comportamento do réu”,esclareceu.

Os arguidos, dois dos quais estão a ser julgados à revelia enquanto os 35 estão em prisão preventiva, foram detidos pela Polícia Nacional na noite de 30 de Janeiro e são na sua maioria militares desmobilizados das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), braço militar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), durante a guerra civil, que terminou em 2002.

Estão acusados de associação de malfeitores, posse ilegal de armas e atentado contra o Presidente da República, na forma frustrada, alegadamente previsto para a madrugada de 31 de Janeiro último.

Na audição de hoje, os réus Isaac Arão e Luciano Domingos recusaram as acusações, argumentando que a maioria das declarações que constam dos autos “não foram proferidas por eles” e que ” assinaram esses declarações sem as ler”, denunciou o advogado de defesa.

Durante a primeira sessão desse julgamento que teve início a 02 de Dezembro a acusação sustentou que o grupo de acusados era organizado militarmente e que recrutavam os ex-militares das FALA com o intuito de atentarem contra o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e “tomarem o poder a força” com recurso a “armas de fogo, catanas e ainda de práticas feiticistas”.

A mobilização diz a acusação, era feita igualmente “com informações de que o líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, estava vivo e que iria regressar”.

Foram encontrados na posse de várias armas, segundo a acusação.

As audições prosseguem quarta-feira com a audição de outros dos réus.

Fonte: Lusa

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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