Mundo

Guiné-Bissau: Propõe que 2017 seja ano de reformas na administração

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, propôs ontem, no discurso do final do ano, que 2017 seja encarado como ano de reformas na administração pública e incentivou o Governo a trabalhar para resolver os problemas prementes da população.

José Mário Vaz entende que “o país tem perdido muito tempo” em questões teóricas da reforma que deve ser feita e que tem dificultado o funcionamento da própria administração pública.

Para o líder guineense a tarefa do atual Governo, liderado por Umaro Sissoco Embaló, consistirá em “apoiar, facilitar, simplificar e ser pragmática” se pretender superar as dificuldades já identificadas para o sucesso da reforma na função pública, exortou.

José Mário Vaz disse que desde 2008 que se concluiu que a administração pública guineense era desfasada face às receitas do Orçamento Geral do Estado (OGE), por comportar funcionários a mais, cerca de 12 mil pessoas.

“Temos que ter a coragem de fazer as reformas administrativas” enfatizou José Mário Vaz que vê a administração pública como entidade “opaca, de difícil acesso, distante, centralizada, desestruturada, não qualificada, sem credibilidade, ineficaz e que não presta contas”.

O Presidente guineense quer que a reforma da administração pública promova os melhores e que estes sejam sobretudo os jovens recém-formados no país e no estrangeiro para que possam ajudar na criação da riqueza e impulsionar o desenvolvimento.

Apesar de o Governo de Sissico Embaló, possuir apenas 18 meses até ao final da legislatura, José Mário Vaz exortou-o a concentrar-se na reforma, trabalho sério e na produção do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

O chefe do Estado dirigiu-se especificamente também aos políticos para lhes dizer que são os responsáveis pela persistência da crise que assola o país desde 2015, ao ponto de dois governos não terem conseguido aprovar os seus planos de ação e OGE no Parlamento.

Agradeceu a continuidade dos apoios da comunidade internacional ao país, felicitou as forças armadas pelo seu distanciamento dos problemas políticos e ainda encorajou a seleção de futebol pela sua inédita qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) a realizar no Gabão.

O líder guineense prometeu ainda fazer os possíveis para estar presente no jogo de abertura do CAN no dia 14 de janeiro contra o Gabão.

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

Artigos relacionados

Close
Close

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios
Ir para a barra de ferramentas