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Trabalhadores ugandeses de empresa chinesa em greve contra assédio sexual

Cerca de 400 trabalhadores ugandeses de uma empresa de construção chinesa fizeram ontem greve para protestar contra o assédio sexual pelos gestores e baixos salários.

Os empregados fizeram uma concentração frente aos escritórios da empresa estatal chinesa China Railway Seventh Group, na capital do Uganda, Campala.

Uma das trabalhadoras, Agnes Namusisi, acusou os gestores de pagarem às trabalhadoras se concordarem em ter relações sexuais.

“Não sou paga há três meses, porque recusei avanços sexuais do meu patrão”, afirmou Namusisi.

Os alegados maus tratos também incluem horários longos e agressões aos trabalhadores que encontrarem atrasados nos seus objetivos, acrescentou.

Um autarca da cidade, Geoffrey Rwakabale, informou que a construção da estrada que a empresa chinesa foi contratada para fazer tinha sido suspensa durante três dias, enquanto se esperava pelo resultado das discussões entre os autarcas e os dirigentes da empresa.

“Decidimos que os trabalhadores parassem temporariamente os trabalhos até quinta-feira, enquanto falamos com os gestores da empresa”, disse Turwakabale.

O presidente da câmara de Campala, Erias Lukwago, disse que admitia colocar a empresa numa “lista negra”, se esta não responder às preocupações dos seus trabalhadores.

O Banco Mundial cancelou um projeto de construção de uma estrada, com 225 quilómetros, no oeste do Uganda, no valor de 265 milhões de dólares (255 milhões de euros), em dezembro de 2015, depois de uma inspeção apurar más práticas de uma empresa subcontratada pelo governo, incluindo assédio sexual a trabalhadoras e relações sexuais dos trabalhadores com menores

 

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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