Começa o processo de enchimento da albufeira de Laúca

Começa o processo de enchimento da albufeira de Laúca

7 Março, 2017 0 Por Staline Satola

O processo de enchimento da albufeira ou reservatório do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca (AHL), localizada em Cacuso a 82 quilómetros do Dondo, província de Cuanza Norte, tem início no dia 11 deste mês e deve prolongar-se até Julho, altura programada para o seu arranque definitivo.

Apesar da ausência de chuvas, ainda assim, o processo avança. A falta de chuva reduz drasticamente o caudal e afecta a disponibilidade de água às barragens situadas ao longo do Médio Kwanza: Capanda, Laúca e Cambambe, uma situação, que a continuar, vai implicar sérias restrições no fornecimento de energia. Para reduzir o impacto e manter em níveis aceitáveis o fornecimento de energia eléctrica, entram em cena quatro grupos do Ciclo Combinado do Soyo, cada um deles com 120 megawatts e as centrais térmicas de Camama e Morro Bento, cada uma delas com 50. Além disso, são activadas outras alternativas para compensar o impacto causado pelo enchimento da albufeira de Laúca.

O enchimento do reservatório do AHL é a primeira de três etapas do processo.

A grande questão que se coloca, nesta fase de falta de chuvas, é se há quantidade de água necessária para encher a albufeira do AHL.

Por isso, é necessária a racionalização de água para permitir a produção de energia hídrica, sublinha um dos engenheiros do Gamek.

Laúca está projectada para gerar 2.070 megawatts de electricidade, repartidos por seis turbinas de 334 cada, em duas centrais. A central principal deve gerar 2.004 megawatts, enquanto a ecológica, com capacidade para gerar 67, deve entrar em funcionamento em 2018. A meta é atingir cinco mil megawatts de produção de energia no futuro. O AHL encontra-se a jusante de Capanda com 520 megawatts e a montante de Cambambe, esta última com uma capacidade para gerar 960 megawatts de electricidade.

Para já, Capanda deve ter um nível de água na albufeira para o início da operação de elevação a um nível de 945,4 metros e o caudal defluente máximo necessário para a operação dos 350 metros cúbicos por segundo. Além disso, vai ser preciso restringir a vazão a Cambambe. Esta vazão deve ser limitada a 350 metros cúbicos por segundo durante 58 horas, tempo em que se dá a operação.
A segunda etapa tem a ver com o enchimento da albufeira até à elevação de 800 metros, considerada quota mínima para comissionamento das máquinas. Esta etapa tem início previsto a 13 deste mês e conclusão a 12 de Abril deste ano.

Entretanto, a A ENDE lança hoje em Viana, uma nova fase de electrificação do município, que vai abranger novos clientes e novos bairros.