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Dieta mediterrânea reduz risco de cancro da mama

Estudo vem comprovar uma investigação realizada no ano passado e que já colocava a dieta mediterrânea entre as formas mais eficazes de prevenir a doença.

A adoção de uma dieta ao estilo mediterrâneo é capaz de reduzir o risco de um dos piores tipos de cancro em 40%. O anúncio é assim feito pelo jornal The Telegraph, que dá conta de um dos maiores estudos sobre o impacto deste tipo de alimentação na doença.

A alimentação mediterrânea – e o estilo de vida a ela associado – tem sido amplamente elogiada pela ciência e existem cada vez mais provas de que é uma das melhores formas de prevenir as mais variadas doenças, sejam elas relacionadas com o coração, com os ossos ou até mesmo com o cérebro, ajudando a prevenir o declínio cognitivo.

No ano passado, um estudo italiano já tinha revelado que uma alimentação baseada na dieta mediterrânea, rica em fruta, vegetais, peixe e azeite, poderá ajudar a prevenir a reincidência do cancro de mama. Esta semana, uma nova investigação vem dar força a este ideia, mas vai mais longe.

Como conta a publicação britânica, um recente estudo da Universidade de Maastritch – que analisou mais de 60 mil mulheres ao longo de 20 anos – conclui que o padrão alimentar mediterrâneo é capaz de reduzir o risco de um dos cancros da mama mais agressivos em 40%. Este cancro a que o estudo se refere é o cancro da mama HER2, do recetor de estrogénio negativo.

Mas este tipo de alimentação mostrou-se ainda eficaz na prevenção de outros tipos de cancro da mama.

Segundo o diretor de pesquisa do Fundo Mundial para a Investigação do Cancro, “este importante estudo mostrou que seguir os padrões alimentares como a dieta mediterrânea pode ajudar a reduzir os riscos de cancro da mama, particularmente o subtipo com um prognóstico mais pobre”, cita o The Telegraph.

De acordo com a Associação Portuguesa de Nutricionistas, a dieta mediterrânea assenta num “estilo de vida marcado pela diversidade e conjugado com as características seguintes:

  • Consumo elevado de alimentos de origem vegetal (cereais pouco refinados, produtos hortícolas, fruta, leguminosas secas e frescas e frutos secos e oleoginosos);
  • Consumo de produtos frescos , pouco processados e locais, respeitando a sua sazonalidade;
  • Utilização do azeite como principal gordura para cozinhar ou temperar alimentos;
  • Consumo baixo a moderado de lacticínios;
  • Consumo frequente de pescado e baixo e pouco frequente de carnes vermelhas;
  • Consumo de água como a bebida de eleição e baixo e moderado consumo de vinho a acompanhar as refeições principais;
  • Realização de confeções culinárias simples e com os ingredientes nas proporções certas;
  • Prática de atividade física diária;
  • Fazer as refeições em família ou entre amigos, promovendo a convivência entre as pessoas à mesa”.

 

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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