Angola

Fim da importação de gás

Angola é desde finais do ano passado auto-suficiente na produção de gás butano, informou ontem o administrador executivo da Sonangol para a Área de Produção, Logística e Distribuição.

Edson dos Santos, que falava à margem da conferência sobre Petróleo e Gás (CERAWeek 2017), que decorre até amanhã na cidade norte-americana de Houston, Texas, assegurou que o país deixou de importar gás de cozinha desde o último trimestre de 2016, altura em que ficaram resolvidos os problemas técnicos do projecto Angola LNG.

Assegurou que a fábrica Angola LNG, localizada na cidade petrolífera do Soyo, na província do Zaire, passou desde 2016 a operar sem restrições e como resultado o país deixou de importar o gás butano. Os altos níveis de produção tornaram Angola auto-suficiente e a projectar exportações para os países vizinhos e para outros sectores interessados.

Como resultado da produção, disse, foi possível no último trimestre de 2016 fazer sete carregamentos de gás butano. Para o presente ano estão previstos 57 carregamentos.

Edson dos Santos também considerou positiva a produção local de combustível, na medida em que a produção da gasolina registou um aumento de 29 por cento no ano passado.

Relativamente à participação da Sonangol na CERAWeek, o administrador avançou que tem sido positiva e proveitosa.
Durante os primeiros dias do evento, a delegação angolana, chefiada pela presidente do conselho de administração da Sonangol, Isabel dos Santos, estabeleceu contactos com as lideranças de operadoras internacionais do sector, como a Chevron, Exxon Mobil e Total.

Houve ainda encontros produtivos com empresas internacionais que têm intenções de operar em Angola e com outras companhias que já operam no país, como a Petrobras e a Starosky Oils, que estão no mesmo processo de transformação muito parecido com o que a Sonangol vive hoje.

Para a administração da Sonangol, essas empresas mostraram que as áreas de enfoque que a multinacional angolana utiliza para a sua transformação estão alinhadas com as melhores práticas da indústria petrolífera. Essas áreas estão estreitamente ligadas à indústria, segurança das pessoas, instalações, eficiência na redução de custos, como, por exemplo, o lançamento da Sonaliht e a disciplina no investimento.

Edson dos Santos afirmou também que a produção de petróleo em Angola é positiva, fundamentalmente na bacia do Congo, onde se verifica um global crescente nacional na ordem de 80 por cento. Angola lança hoje para o mercado 1,65 milhões de barris, à luz dos acordos conseguidos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para a estabilização dos preços do crude.

Quanto a novas áreas de produção, a Sonangol quer incrementar a exploração no centro e sul da costa marítima, nomeadamente na bacia do Cuanza e do Namíbe.

A administradora executiva da Sonangol para a Área de Transformação e dos Recursos Humanos, Comunicação e Academia, Eunice de Carvalho, acrescentou que nos encontros que são mantidos agora em Houston, a instituição tem estado a ouvir dos líderes mundiais do sector petrolífero o rumo actual por que caminha o mercado, tanto a curto, médio e longo prazo.

Dos encontros com os operadores nacionais e internacionais, houve a oportunidade de se cimentar relações profícuas, disse. A delegação angolana transmitiu também no evento questões sobre o processo de transformação, que deve trazer benefícios e mais negócios para Angola e para as empresas operadoras e prestadoras de serviços no país.
Com o processo de transformação, disse, pretende-se ter uma Sonangol mais estruturada e eficiente, que cria um bom clima de investimento para as empresas. “O processo de transformação é faseado, assegurando os processos e as competências necessárias para se poder alcançar a estratégia num horizonte de dois a três anos”, informou Eunice de Carvalho.

O evento CERAWeek 2017 encerra amanhã e a responsável pela petrolífera angolana, Isabel dos Santos, foi uma das oradoras no painel sobre as transformações globais no domínio da pesquisa e produção. A conferência deste ano está a analisar também as novas tecnologias e experiências no domínio do Petróleo e Gás, bem como as novas abordagens baseadas num desenvolvimento sustentável.

A conferência CERAWeek é o primeiro grande evento anual do sector energético, que junta as principais lideranças, especialistas, governantes e fazedores de opinião, assim como as grandes indústrias tecnológicas e parceiros financeiros. O CERAWeek propõe-se a contribuir com novos “inputs” e promover um importante diálogo para que sejam encontrados caminhos na resolução dos problemas mundiais relacionados com o sector.

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Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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