FAF: «Entrámos numa fase de mudança no futebol angolano» Diz Artur de Almeida

FAF: «Entrámos numa fase de mudança no futebol angolano» Diz Artur de Almeida

26 Outubro, 2017 0 Por Jairo Costa

Artur Almeida e Silva quer mudar o futebol angolano. Para melhor. Aliás, para muito melhor! Presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF) desde janeiro de 2017, o dirigente pretende que Angola dê um salto qualitativo brutal nos próximos três/quatro anos.

Para isso, tem em mente – e também já em execução – iniciativas de curto, médio e longo prazo, estando a reunir apoios junto da FIFA, da CAF e da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), com a qual se reuniu ontem.

Em conversa com a imprensa portuguesa depois da visita à Cidade do Futebol, o líder do futebol palanca explicou que tem em vista uma revolução em todas as áreas, da formação de jogadores à de treinadores e dirigentes, passando pelo combate à corrupção.

«Entrámos numa fase de mudança no futebol angolano. Aliás, o país está em mudança, com novo presidente… Há que inverter o quadro e criar uma nova dinâmica, com apoio da FIFA, da CAF e, também, da FPF, com parcerias que nos ajudem a reorganizar toda a nossa estrutura. Já estamos muito atrasados e os desafios são enormes, mas com a nossa vontade e projetos vamos mudar isto tudo em três/quatro anos», começou por dizer o líder da FAF.

Artur Almeida falava, entretanto, daquele que é um dos projetos que trata com maior carinho:

«Para nós, tudo tem de começar na escola, na aldeia, na comuna, onde estão os jovens, as crianças… O futebol em Angola tem de ser inserção social, inclusão, algo que traga harmonia e tire as crianças da marginalidade. É mais do que só o espetáculo. E isso é muito importante para a nação e para o futuro deste desporto. E isso depende de ter bons parceiros, como a FPF, com quem já identificámos prioridades. A primeira de todas é a reorganização da estrutura federativa. Depois, passaremos para a formação de árbitros, treinadores e, por fim, o apoio aos clubes para reestruturar a formação de base, algo que passará por reorganizar também as seleções jovens. E sei que vamos conseguir!»

O novo presidente da FAF sabe que tem grandes desafios pela frente:

«Queremos voltar à CAN e, claro, ao Mundial!» – mas há um maior que todos os outros: «O combate à corrupção no futebol é uma das nossas bandeiras. É um problema mundial mas também temos focos. Já estamos a trabalhar nisso. Nunca se viu em Angola, árbitros, treinadores e dirigentes tão penalizados como agora. Vamos continuar nesta senda. Queremos o melhor para o nosso futebol. Passará, também, por pesadas multas. Dói mais quando se vai ao bolso…»