Milhões de kuanzas e muito amor, foi o que C4 Pedro doou ao Instituto ONUSIDA

Milhões de kuanzas e muito amor, foi o que C4 Pedro doou ao Instituto ONUSIDA

4 Outubro, 2017 1 Por Staline Satola

No final do espectáculo, o cantor procedeu à entrega de um cheque no valor de cinco milhões de kwanzas ao director da ONUSIDA em Angola, para apoiar programas de combate e prevenção da Sida, desenvolvidos pelo programa conjunto das Nações Unidas para o HIV/Sida (ONUSIDA).

Satisfeito por cumprir com o seu dever social e ajudar pessoas portadoras de HIV, bem como o combate à descriminação, C4 Pedro garantiu que vai prosseguir com a acção solidária por ter sido nomeado, em 2011, embaixador da Boa Vontade, “mas foi numa altura em que tive a agenda preenchida de trabalhos e iniciativas de solidariedade estavam cada vez mais escassas.”

O artista recordou que, durante o seu mandato, como embaixador da Boa Vontade as dificuldades vividas pelos seropositivos motivaram-no a fazer alguma coisa como cidadão.

“Ganhei consciência do que realmente se passa, por isso decidi ajudar a instituição a combater e prevenir a doença com alguns valores, espero que sirva de exemplo, pois várias são as instituições que estão a apostar nesta acção, à semelhança do BPC.”

O director do programa conjunto das Nações Unidas para o combate ao VIH/Sida (ONUSIDA), em Angola, Michel Kouakou, disse ao Jornal de Angola que o acto realizado pelo músico demonstra à sociedade que tem que se prestar assistência aos que estão em vida a sofrer com a estigmatização e dividir amor para os que precisam.

Michel Kouakou fez saber que, dentro da implementação das metas tendentes a erradicar o VIH/SIDA, estão de igual modo preocupados com a questão da saúde reprodutiva sexual. “Estamos a trabalhar com as pessoas vivendo com VIH/Sida, saúde reprodutiva e sexual para com os jovens, combate à violência doméstica, igualdade do género, ao respeito e à dignidade, combate ao estigma e discriminação.

O VIH/Sida é uma epidemia que está a afectar muito a região e Angola apesar de ter uma prevalência baixa está vulnerável ao possível aumento da epidemia.

A organização internacional está a trabalhar para estratégia global sobre o VIH, com vista a progredir para se acabar com a epidemia da Sida até 2030.

Segundo ele, Angola tem um plano estratégico nacional que vai de 2015 a 2018, conformado com as estratégias globais que implicam atingir, até 2020, 90 por cento de pessoas seropositivas a conhecerem o seu estado serológico, aumentado a testagem, e garantir acesso ao tratamento.

Prevê-se também que 90 por cento de infectados e 90 de pessoas em tratamento tenham supressão da carga viral, o que significa que não contaminarão outras pessoas, disse.