Militares das FAA estudam nos EUA

Militares das FAA estudam nos EUA

14 Outubro, 2017 0 Por Staline Satola

Autoridades americanas e angolanas estudam a possibilidade de militares nacionais serem formados em universidades americanas nos próximos anos.

A decisão para a concretização desta acção deve ser conhecida em Janeiro de 2018, segundo embaixadora americana, Helen La Lime, ontem, em declarações à Angop no final de uma audiência com o ministro da Defesa Nacional, Salviano Sequeira, durante a qual foi avaliado o grau de implementação do Memorando de Entendimento no domínio militar rubricado em Maio este ano, em Washington.

Durante o encontro com o ministro da Defesa Nacional, Helen La Lime disse que trataram de questões ligadas à vinda a Angola de especialistas americanos, entre os meses de Novembro e Janeiro de 2018, para determinar com as autoridades angolanas, as áreas específicas de cooperação no domínio militar.

A chefe de missão diplomática americana considera uma oportunidade “muito importante” a formação de militares angolanos em universidades americanas por terem um sistema rico de formação, juntarem pessoas de todo o mundo e oferecerem formação de alto nível. Além disso, a diplomata referiu que a formação de militares angolanos no seu país será um grande benefício para Angola e para o desenvolvimento das suas forças armadas.

Helen La Lime disse acreditar no potencial dos militares angolanos, a quem, recomenda ter domínio da comunicação na língua inglesa e de uma especialidade. A embaixadora americana afirmou que Angola tem forte cooperação militar com outros parceiros, daí a necessidade de se determinarem áreas específicas para uma cooperação mais intensa e profícua que corresponda às necessidades da defesa angolana.

O Memorando de Entendimento para a cooperação no domínio militar foi rubricado, pelo então ministro da Defesa Nacional, o actual Presidente da República, João Lourenço, prevê o intercâmbio nos domínios da segurança marítima, formação, acesso a equipamentos, manutenção de paz e ensino da língua inglesa.

O documento abriu o caminho para uma cooperação mais sólida com Angola e marcou o início da construção de uma parceria de longo prazo assente no respeito mútuo e que inclui, como prioridade,s a partilha de informações, formações de oficiais, visitas regulares entre as chefias militares de ambos os países e mecanismos de informações sobre missões de paz.

A diplomata esteve quinta-feira no Palácio Presidencial da Cidade Alta a despedir-se do Presidente da República, João Lourenço, depois de três anos de missão em Angola.