Angola

Zenú Ex-PCA do Fundo Soberano constituído arguido pela PGR

José Filomeno de Sousa dos Santos, ex-presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de An-gola (FDSA), foi constituído arguido e ouvido nesta qualidade por suspeita da prática de crimes de burla por defraudação, peculato, associação criminosa, tráfico de influência e branqueamento de capitais.

O sub-procurador-geral da República, Luís Ferreira Benza Zanga, que fez o anúncio em conferência de imprensa, disse que, no processo que envolve o filho do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, estão também abrangidos os cidadãos Jorge Valdez Sebastião, Walter Filipe Duarte da Silva (ex-governador do Banco Nacional de Angola), António Samalia Bule Manuel e João Domingos dos Santos Ebo.

A constituição dos cidadãos como arguidos, segundo o sub-procurador-geral da República e director da DNIAP (Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal) da Procuradoria-Geral da República (PGR), Luís Ferreira Benza Zanga, deriva do facto de ter havido a transferência ilegal de 500 milhões dólares de Angola para o exterior, consubstanciado no crime de burla por defraudação e de peculato.

Luís Ferreira Benza Zanga adiantou que, neste caso, já foram ouvidos nove declarantes e foram efectuadas buscas domiciliares em escritórios. Destas buscas, segundo o magistrado, foram apreendidos documentos e outros objectos ligados ao crime, como computador e dispositivos de massa (pen drive).

“Este material está à disposição do Laboratório Central de Criminalística para apurar e extrair material que estejam conectados com os crimes apresentados”, disse Luís Ferreira Benza Zanga, que salientou que aos arguidos foram aplicadas medidas de coação, como interdição de saída do país, termo de identidade e residência e a apresentação periódica às autoridades.

Sem hipótese de perdão

O director da Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal esclareceu que o caso configura o crime de peculato devido à presença do ex-governador, e que, no crime de peculato o perdão não funciona. “Isto quer dizer que o processo vai até ao fim”, disse o sub-procurador.

O sub-procurador-geral da República garantiu que, na Direcção de Investigação e Acção Penal, foram ouvidos e já se encontram detidos dois cidadãos angolanos, quatro tailandeses, um eritreu e um canadiano, por crimes de burla por defraudação, associação criminosa, falsificação de documentos, falsificação de títulos de créditos.

O director da Acção Penal da PGR confirmou o envolvimento do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, Geraldo Sachipengo Nunda.

Fonte
JA

Staline Satola

Estudante do curso de Informática e Telecomunicações, faculdade de Engenharia, Univerdade Óscar Ribas. Trabalho com gestão de conteúdo desde 2012! Atualmente procurando aprender mas acerca de CMS (WP).

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