Israel e Palestina em 2018 em descolonização e não paz

Israel e Palestina em 2018 em descolonização e não paz

15 Maio, 2018 0 Por Staline Satola

Setenta anos após a criação do Estado de Israel, não podemos mais falar de um conflito israelo-palestino.

Os fundadores do estado de Israel eram principalmente pessoas que se estabeleceram na Palestina no início do século XX. Eles vinham principalmente  da Europa Oriental, inspirados por ideologias nacionais românticas desenfreadas em seus países de origem, desapontados por sua incapacidade de assimilar esses novos movimentos nacionalistas e animados pelas perspectivas do colonialismo moderno.

Alguns eram veteranos de movimentos socialistas na esperança de fundir seu nacionalismo romântico com experimentos socialistas nas novas colônias. A Palestina nem sempre foi sua única opção, mas se tornou a preferida quando ficou claro que ela se encaixava bem com as estratégias do Império Britânico e a visão de mundo dos poderosos cristãos sionistas de ambos os lados do Atlântico.

Desde a Declaração Balfour de 1917 e durante todo o período do Mandato Britânico de 1918-1948, os sionistas europeus começaram a construir a infraestrutura para um futuro estado com a ajuda do Império Britânico. Sabemos agora  que esses fundadores do moderno Estado judeu estavam cientes da presença de uma população nativa com suas próprias aspirações e visão para o futuro de sua terra natal.

A solução para esse “problema” – no que diz respeito aos pais fundadores do sionismo – era des arabizar a Palestina para pavimentar o caminho para a ascensão do moderno Estado judeu. Seja socialista, nacionalista, religiosa ou secular, a liderança sionista contemplou o despovoamento da Palestina desde os anos 1930.

Perto do fim do mandato britânico, ficou claro para a liderança sionista que o que eles imaginavam como um estado democrático só poderia existir com base em uma presença judaica absoluta em seu território.